Como encontrar passagens aéreas mais baratas?

Será que existe uma poção mágica ou uma parte secreta na web que esconde passagens baratas?

Você quer explorar as maravilhas do mundo, simplesmente marcar as férias atrasadas ou fugir por um tempo, mas engaveta os sonhos de viagens por causa de dinheiro?

Infelizmente, não adianta digitar no Google “passagens baratinhas” ou “viagens sem grana”. A verdade é que não existem passagens baratas e sim menos caras. Viajar de avião não é barato como comer coxinha (que aliás também tá ficando bem caro!).

A verdade é que não existe uma poção mágica ou uma parte secreta na web para milagres & turismo. Se você quer viajar, torne isso uma prioridade. Guardar um pouquinho de dinheiro, talvez deixar de comprar um outro celular ou uma TV nova. Comece com o que você pode pagar. Uma etiqueta de bagagem. Uma mochila. Um cachecol. Uma mala de rodinhas parcelada. Até juntar dinheiro, você já vai ter tudo o que precisa, além de um itinerário pronto (principalmente se você já segue o blog heheh).

Claro, existem algumas dicas e promoções – mas não feitiço. Viajar vai custar dinheiro, mesmo se você trocar trabalho por hospedagem em hostel. Precisa de grana para comer, se divertir, seguro viagem, roupa, shampoo, etc. Mas não desanime. Todo mundo pode realizar seu sonho de viajar para o exterior. É preciso ter foco e conferir alguns sites de vez em quando.

Sky Scanner
Para falar a verdade, eu uso o SkyScanner há tanto tempo que nem lembro mais como era minha vida antes sem esse site. Ele é a melhor forma de encontrar a passagem mais barata e com uma flexibilidade tanto de datas quanto de destino.

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Conforme a imagem acima, você seleciona sua origem de partida e seu destino. Para mostrar mais opções, você pode tanto colocar apenas o nome da cidade e não do aeroporto especificamente quanto “Qualquer lugar”, o que é uma boa forma de ver por onde é mais barato entrar pela Europa, por exemplo. Afinal, Londres tem os aeroportos com as taxas mais caras, então às vezes vale a pena entrar por Madrid ou Paris, seja por conexão ou parada. Outra ferramenta ótima do Sky Scanner, é que você pode escolher ver os voos de um mês inteiro ou do mês mais barato. No resultado abaixo, é possível ver os valores de cada dia – se você pode viajar uns dias antes ou depois, é uma maneira de economizar.

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Na próxima página, você vai visualizar todas as opções de voos, do mais barato para o mais caro – além de várias opções de cias. aéreas e horários. 

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Melhores Destinos
O site aborda artigos sobre viagens e milhas, mas principalmente notícias de promoções de hotéis e passagens aéreas para o mundo todo. Eles também possuem aplicativo e até mesmo um ranking feito pelos leitores em que eles avaliam todas as companhias aéreas nacionais e internacionais que voam para o Brasil. Não deixe de seguir o twitter ou a página no Facebook dos Melhores Destinos para não perder nadinha.

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Newsletter das Cias Aéreas
Sites como Decolar e afins raramente oferecem um bom negócio em passagens. Muitas vezes é apenas enganação porque eles cobram uma taxa de serviço assim como agências de viagem e no fim, acaba saindo até mais caro. Por isso, a melhor forma além de conferir o Sky Scanner, é entrar no próprio site das cias. aéreas ou assinar a newsletter e receber promoções pelo e-mail. Lembre-se: juntar milhas e fazer parte do clube fidelidade ajuda, mas nem sempre garante o melhor custo-benefício. Então, tente guardar seu limite  no cartão para comprinhas lá fora.
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Qual a melhor forma de levar dinheiro para o exterior?

Dicas de como levar, mandar ou receber dinheiro no exterior

Algumas dicas de como levar, mandar ou receber dinheiro no exterior que te ajudam  a economizar uma boa quantia em reais, e portanto gastar mais em dólar, euro, libra, peso, etc hehehe Continue Lendo “Qual a melhor forma de levar dinheiro para o exterior?”

Viajando pelo Reino Unido de trem e ônibus

Dá para conhecer praticamente todo o território da Rainha apenas de trem

É uma pena que o Brasil não possui um sistema ferroviário decente como deveria ter. Com certeza seria muito mais fácil conhecer o nosso próprio país. Na Europa, viajar de trem é comum por ser prático, Continue Lendo “Viajando pelo Reino Unido de trem e ônibus”

Como não ser um turista babaca

Dizem que você se torna apenas um londrino completo no momento que bufa “bloody tourists!” pela primeira vez

Morando numa cidade extremamente turística como Londres, turistas fazem parte do meu dia a dia (e às vezes da minha casa quando alugamos pelo Airbnb).
É legal conhecer gente do mundo todo, conhecer um tico de cada cultura, se misturar nessa multidão com milhares de faces e vozes com diversos sotaques no metrô e pelas ruas. Menos por Leceister Square. Leceister Square é o pseudo inferno turístico. Não que eu não goste dessa área, mas parece que a estupidez turística se acumula toda aqui. Um turista em Londres é normal até entrar na tão superestimada loja de M&M’s, tirar foto de lixo, parar no meio da escada na entrada do metrô para arramar o tênis (mas que vontade de chutar um ser desses). Não consigo entender por que algumas pessoas preferem gastar 8 libras no mesmo chocolate que podem comprar no Sainsbury’s por apenas uma libra. Existem outras coisas irritantes em Londres e você descobre quais são aqui.
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Eu não estou escrevendo aqui para te dar dicas de como economizar em Leceister Square – afinal, não tem como. O problema é que dão muito valor à uma experiência de visitar uma loja cara e sem graça, comer em restaurantes turísticos também caros, mas sem qualidade (e depois reclamam que Londres é cara e a comida é ruim). Mas o meu maior problema com turistas seja em Londres ou outras cidades é a babaquice. E existem vários tipos de babaquices.
O turista despreparado
Não existe nada pior do que ser o turista sem noção que veio para uma cidade e não sabe absolutamente nada sobre. Não precisa chegar sabendo tudo da cidade, mas é importante planejar e se programar para não voltar para casa arrependido. Pesquise o básico e você estará se poupando de vexames e gastos desnecessários.
O pacote básico inclui:
Saber como falar Olá, Bom dia, Boa Tarde, Obrigado, Por Favor, Desculpe, Licença na língua nativa do país
Se você está no budget, pesquise locais baratos para comer e atrações gratuitas, bastar apenas digitar no Google
Descubra como se locomover na cidade. Se não for pegar o transporte público e optar por taxis, cuidado. Muitos dão golpe em turistas.
Uma vez conheci um casal italiano que esqueceu de trazer o endereço de onde iam ficar. Manodocéu, isso é a primeira coisa que você deve lembrar, queridxs!
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O turista mal educado

Ser um turista mal educado não significa não falar o pacote básico de uma língua. Você pode falar inglês fluente e ser um puta grosso. Respeite que não é seu país, você é apenas um visitante, plebeu. Deixe as pessoas saírem do trem antes de entrar. Se a língua nativa é muito difícil, fale obrigado na sua língua mesmo, educação é universal. Não jogue lixo nas ruas. Não mije na calçada. Em outras palavras, não seja um Ryan Lochte da vida. E por favor, dê a porra da descarga.

O turista fotógrafo profissional

Quantas mil vezes já vi turistas que gastaram uma nota em câmeras extravagantes mas nem sabem tirar uma foto maneira. Ou então, tiram foto de qualquer coisa toda hora pelo celular. Não passe sua viagem inteira pela telinha da câmera. A viagem não é a quantidade de “likes” no Instagram ou Facebook sobre sua aventura ostentação. Viva, experiente, só assim você vai viajar de verdade. As memórias de suas experiências, ciladas e risadas serão melhores na cabeça do que no feice. Parem de clicar cada segundo de suas vidas. Você não precisa compartilhar a foto do seu prato para ter aprovação na sociedade.
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O turista francês
Nada contra franceses, tenho até amigos que são. Hehehe.
Coloquei esse nome baseado nos milhares de franceses que conheci (ai, estereótipo, ui generalização). Mas certos comportamentos não são exclusivos de franceses.
Além de serem extremamente mal educados, fazem cara de cu para qualquer coisa se não for do jeito deles. Demandam atenção, entre outras coisas porque na cabeça deles estão pagando. Parecem que tão meio mortos por dentro. Reclamam de tudo – culpam até o hotel se estiver calor demais ou frio pra caramba. Não usam a cabeça para coisas bem simples, como por exemplo descobrir como abrir a janela. Projetam seus problemas pessoais na viagem. No restaurante ou na padaria, tratam os atendentes como se fossem lixo.

Se são um casal, brigam entre si e culpam um ao outro que a viagem não foi tão legal como esperavam. Ao invés de mudar de atitude, mudam de destino na próxima viagem. Já que ninguém deu muitos “likes” nas fotos do Instagram e também são turistas despreparados (se perdem, gastam todo o dinheiro, não sabem o que fazer na cidade), a diversão se torna encontrar defeitos na acomodação, na cidade, nos habitantes.

O turista impulsivo

O turista impulsivo é aquele que vê qualquer porcaria e quer comprar. Sacoleiro, compra 15 camisetas da Hollister. Come 83 bolinhos que nunca experimentou. Aí, na primeira semana já gastou o dinheiro de um mês de viagem. Dica: Calcule uma média de quanto pode gastar por dia. Economize bastante no começo e só no final gaste mais. Dicas para economizar em Londres você encontra aqui e aqui.
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O turista pão com ovo
O turista pão com ovo é aquele bem farofeiro, que leva comida fedida no trem pra economizar. Toda hora que vai no restaurante, na bilheteria do museu, na loja de roupas calcula o preço em reais. Ele te empresta 25 centavos e te cobra 6 meses depois. É mão de vaca e deselegante. Pode ser também uma mutação do turista impulsivo pós riqueza. Gastou 9 mil reais na passagem de classe executiva, mas não quer gastar mais um tostão.

Lembre-se da lei: quem converte, não se diverte. E se você quer viajar e não quer gastar, melhor ficar em casa.

 

O turista realeza
É aquele turista que sai de casa, mas quer o mesmo conforto e vantagens do seu país (sem gastar muito ou sair da zona de conforto). Aquele que quer serviço concierge alugando uma quarto barato pelo Airbnb, indo de classe econômica ou até mesmo visitando países “exóticos”.
Inspirado nos britânicos, esse tipinho acha que seu país e cultura são superiores. Olha só sobre o que eles reclamam:
Os taxistas são todos espanhóis! – Férias na Espanha
Ninguém nos avisou que haveria tantos estrangeiros no resort!
O chá não era da marca que eu gosto
Argh! O café da manhã era tipicamente italiano! – Férias em Roma
Havia muita comida, engordei 5 quilos durante a viagem – Férias em hotel com pensão completa
Fiquei enojado em saber que a maioria dos restaurantes só serviam curry – Férias em Goa, Índia
Deveriam treinar os animais no zoológico a sorrirem, eles parecem muito tristes.
Não haviam placas da rua com o nome em Inglês
Não importa o quão incrível tenha sido a viagem – e quantas pessoas pobres e humildes gostariam de ter o mesmo privilégio –, fazer críticas negativas sempre lhes dá um prazer maior. “As praias de Portugal são lindas, mas… a areia está por todo lugar”. Melhor mesmo são as praias da Inglaterra, né, querida, água gelada e pedras.
Se você é um tipinho turista inglês, fique em casa. É melhor do que sair da sua bolha. O mundo agradece.

Essas pessoas, não sejam essas pessoas. Seja um viajante.

Leia mais sobre a importância de viajar aqui
Se você sabe muito bem já como é importante e vive só pra viajar, leia esse post aqui e planeje sua próxima aventura.

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Depressão de relocação

Para todo mundo que já sentiu a mais profunda dor de homesick

A experiência de morar fora de casa, fora do país, longe do papai e da mamãe pode ser muito diferente para cada um. Eu sempre vi como uma aventura, mas também acreditei erroneamente que ia me virar. Afinal, meus pais me criaram bem e nós, brazucas, paulistas somos capazes de viver – ou melhor – sobreviver a qualquer tipo de caos. E é exatamente onde me enganei. Eu realmente consigo sobreviver qualquer perrengue. Mas e quando o caos não é externo? Quando o caos está dentro de você?

No meu último post, há quase um mês, escrevi sobre esquecer e meio que perder quem realmente somos. Nós mudamos, nos transformamos numa nova versão de nós mesmos. Os pedaços que perdi de mim mesma foram letais, mal consigo lembrar quem eu era e por que eu era. Essa nova versão minha não me agrada. Parece que estou presa num corpo emprestado, atrelada à uma mente que não me pertence, anexada à uma vida que um dia foi minha, mas que resta muito pouco do meu eu verdadeiro.

Quando a gente morre, morremos sozinhos. E às vezes me sinto como se eu tivesse sido enterrada viva ou como se eu tivesse me afogando aos poucos, mas caindo tão profundo no oceano que é quase impossível voltar à superfície.

Isso tudo porque as peças que me compunham descolaram. Quando a gente sai do nosso habitat natural, saímos de nós mesmos e é preciso ter coragem para poder construir um novo universo que seja habitável e compatível com nossos sonhos, medos e esperanças. Tudo pode desabar uma hora ou outra e os tijolos vão se desfazer na sua cabeça, mesmo que você tenha uma boa estrutura. O vírus da depressão de relocação (ou uma profunda homesick) pode afetar qualquer um, até a pessoa mais animada e genuinamente feliz. Deixamos tudo para trás, inclusive nós mesmos. Muita gente fala para se aventurar no mundo e mudar de país ou coisa assim para sair da zona de conforto. Isso é o de menos. Existe a zona de batalha com nosso “eu” que elimina qualquer conforto. A depressão de relocação não é simplesmente porque mudamos de local, mas deve essencialmente porque estamos relocando nosso eu e nossa alma, nossos sonhos e receios, nosso futuro e passado, nossas certezas e incertezas. Estamos relocando toda a nossa vida. É uma nova vida dentro de uma antiga que não quer escapar.

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Eu sempre achei que soubesse quais eram meus verdadeiros sonhos, minha vontades. Sempre fui determinada, decidida. Mas levei um choque elétrico tão forte que tudo o que eu pensava e tinha como certo, não sei mais. Se sentir confuso dói, mas mostra uma nova paleta de opções de onde podemos ir, onde podemos chegar, onde queremos chegar ou parar, onde vamos nos perder de novo.

A depressão de relocação põe em cheque tudo que fomos até agora pois temos que decidir onde iremos relocar nós mesmos e colocar nosso destino. É a questão de escolher o que seremos e esse tipo de decisão nunca é fácil, ainda mais se pode afetar outras pessoas além de nós mesmos. Relocar nossa vida toda é basicamente escolher entre ser feliz e não ser feliz. O grande problema é que não existe placa alguma indicando o caminho certo.

10 coisas importantes que eu aprendi viajando

1) Tempo não é dinheiro

Claro, quando você está viajando não pode perder tempo, porque perde dinheiro. Aquela grana toda que você investiu na passagem, seguro, euro, libra, dólar, peso. Fora a hospedagem e a fatura do cartão de crédito. Mas quando você chega no seu destino, não há dinheiro que pague. Todo aquele tempo economizando, esperando, aguardando, cheio de ansiedade é deixado pra trás. E tudo o que você experienciou na viagem, as pessoas que conheceu, o mergulho na culturas, as ruas erradas que entrou mas que descobriu uma loja incrível, os becos sem saída – vão valer cada centavo do juros do cheque especial. Minutos tornarão-se momentos e logo memórias inesquecíveis.

2)  Dizer menos NÃO

Eu não me achava uma pessoa resistente até descobrir que eu poderia ser muito mais aberta às oportunidades que o universo nos dá. Parece brega, mas é verdade. Primeiro de tudo, qual a chance de você estar no mesmo lugar de novo? Não estou falando nem pelo preço da passagem ou a jornada de 10, 12 horas de voo. Mas aquele exato segundo pode ser a única chance que você vai ter, então é melhor não deixar nada pra amanhã. Sabe como é, vai que…, né?
E todos os meus SIM me trouxeram coisas realmente extraordinárias durante minhas viagens. E trago isso como bagagem de mão durante meu dia a dia também.

3) Ser brasileiro é too cool for school e o Brasil é o melhor lugar do mundo

Faz um tempo que turista brasileiro era turista meio bandido. Xenofobia, bullying contra os brazucas. Mas agora temos o poder do consumo, então todo mundo trata a gente bem melhor, que nem Rainha. E mesmo que não seja pra comprar nada, o mundo ama o Brasil. A gente é alegre, hospitaleiro, simpático e mais humano. Não tem povo mais maneiro do que nós.
E isso me fez pensar que nosso país não é tão ruim assim. Falamos mal, mas no fundo sabemos que é o melhor lugar pra se viver e que a comida aqui é incomparável. Mesmo com os defeitos, impostos, corrupção, violência, pessoas mal educadas, péssima condições de saúde, educação e transporte, entre outras coisas terríveis; o Brasil ainda tem ziriguidum.
E a gente ama essa merda, hahaha. E com orgulho.

4) Autoconfiança

Viajar sozinho é outra coisa.
Eu tinha essa auto estima meio baixa.
Mas eu reparei que é bem coisa de brasileiro, a gente tem isso de não acreditar muito no potencial, de achar que a grama do vizinho é sempre mais verde. Parece até que temos medo de conseguir que dê certo.

Mas é o que temos para hoje. Falar com estranhos, sair com amigos que você conheceu nos últimos 15 minutos, arriscar o idioma local, chegar a tempo do trem, carregar sua mala na escada do metrô, convencer a imigração que você não é um terrorista, se aventurar e se perder faz com que nós tenhamos mais fé em nós mesmos. Coloca a gente em situações extremas, desafia nosso corpo e alma e no final do dia, somos pessoas melhores porque acreditamos que conseguiríamos e conseguimos atravessar oceanos e montanhas.

5) Leve menos roupa e mais dinheiro

Pode parecer óbvio, afinal todo livro e revista de turismo dá essa dica. Mas mesmo tirando metade do que pretendo levar de roupas, às vezes levo até menos, não sobra espaço na mala depois. E sem falsa modéstia, mas eu sou craque em arrumar mala. Só não tão craque em me conter e não comprar. Portanto, leve o dobro do dinheiro que você pensou em levar. Sempre tem aqueles imprevistos e aquelas lembrançinhas.

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6) Planejar e Improvisar

Outra coisa que é sempre bom planejar é o roteiro. Se organizar é a melhor coisa e evita transtornos. Mas caso acontece imprevistos, é bom ter um plano B ou pensar rápido e improvisar. Lembre-se que assim você não perde tempo nem a cabeça.

E caso você exceda a franquia de bagagem, vai ter que se virar nos trinta.
Eu já tive que jogar blusa de lã no lixo. I regret nothing.

7) Ter menos medo e menos preguiça

Não é só enfrentando o medo que a gente se livra dele. Temos que matá-lo. Nem que seja um inseto nojento. Aniquile esse medo de seja-o-que-for. O medo trava a gente, bloqueia, atrai energia negativa e pior, afasta oportunidades (Lembra do item 2?). O medo diz não à vida. Aliás, ter preguiça, querer ficar sentando em hotel porque tá cansadinho ou dormir até o meio dia, é perda de dinheiro e tempo. Esqueça que você está cansado. Durma no Brasil, meu filho.

Todo mundo tem medo do desconhecido, de fazer loucuras. Ou preguiça mesmo disso tudo. Em viagem, ninguém tem orgulho. Se não der certo, pelo menos você tentou. Mesmo de volta pro Brasil, às vezes eu tinha preguiça 1) porque tá muito calor 2)porque tá chovendo 3)porque eu não to muito afim de ir. Mas acaba que agora eu vou. Eu simplesmente vou onde o vento me chama pra ir. No fim, não me arrependo porque meu dia acaba se tornando muito melhor e mais produtivo. Parece que quando você se mostra mais disposto pro mundo, o mundo sorri de volta e fica mais disposto e abundante com você.

Ter menos medo e menos preguiça das coisas é ter mais coragem de viver as coisas boas que a vida oferece.

8) Dar mais valor à vida

Se a gente já dava valor a nossa vida antes, depois que começamos a viajar pelo mundo vamos valorizar ainda mais. Primeiro, pela nossa saúde. Por ter pernas pra caminhar por horas, olhos para poder enxergar o fantástico à nossa frente. Por ter a oportunidade não só de viajar, mas de ter uma vida razoavelmente boa num país como o Brasil. Na África, por exemplo, não só há escassez de água e alimentos, mas de vida. Não apenas pela baixa expectativa, mas porque não há fartura de nada, nem de ter o que fazer. Aliás, nem precisa ir tão longe. Muitas cidades brasileiras são pobres, infelizmente. E outras não são pobres, mas são um tédio. E por isso os habitantes possuem poucas perspectivas de vida, planos, sonhos. Sempre o mesmo do mesmo.  Por isso, somos privilegiados e além de dar mais valor ao que temos, seja pouco ou seja muito, é de extrema importância nos sentirmos gratos. A gratidão é um dos melhores feelings que existe. Você já reparou que a sensação de agradecer é muito melhor do que a de pedir?

9) Viajar não é turismo, é um estilo de vida.

Não precisa ser mochileiro ou pé sujo pra adquirir esse estilo de vida, não. Não importa se você fica em hostel ou hotel cinco estrelas. O que importa é o quão aberto pra uma nova cultura você está. Cada país tem seu cheiro, suas texturas, suas maneiras de viver, suas regras, suas manias, sua língua, seus personagens. Experimente tudo isso, experimente o mundo, experimente a vida.

10) Viajar é bom, mas voltar pra casa é melhor ainda

Lar doce lar. Nada melhor do que papai, mamãe, os amigos da infância, seu travesseiro, seu banheiro, suas panelas, seu bairro, seu vizinho esquisito, apertar seu cachorro nazista, cozinha e suco de maracujá.

E nada como já começar a planejar a próxima viagem.

Peregrinari ergo sum

Do latim: Viajo, logo existo.

Peregrinari ergo sum
Do latim: Viajo, logo existo.
Acabei de inventar essa frase no Google Translate.

Mas é pra argumentar que viajar é muito mais do que visitar os States pra praticar seu inglês mofado. É muito mais do que comprinhas em outlets.

Viajar é viver, é existir.
Viajar é tocar o mundo com seus próprios dedos. Tudo aquilo que você ouviu falar, viu em fotos se desconstroem. Novos cheiros, novas texturas, novos sabores, novas paisagens e principalmente novos olhares se constroem.

Ser viajante do mundo (e não turista bobão) é sair da zona de conforto. Isso não significa que você não pode ter comforto numa viagem e que vai ficar hospedado nos lugares mais sujos do planeta. Sair da zona de conforto é desafiar o seu ser, é esquecer que há limites, é acreditar que tudo é possível. Seus pré-conceitos, medos, ficam pra trás.

Saber viajar é saber viver, sabia? xD
Você pagou uma boa grana na passagem aérea, seguro, renovação do passaporte, euros, libras, fatura do cartão de crédito. Ficou oito meses sem comprar um tênis novo, sem sair pra jantar com os amigos, sem comprar novos quinze livros pra preencher a prateleira com outros livros que você ainda não terminou de ler. Deixou de saborear um pouquinho do presente para poder desfrutar no futuro.

Enquanto estamos viajando, queremos aproveitar todas as oportunidades que aparecem. Isso acontece não só porque tempo é dinheiro, mas principalmente porque não teremos outra chance. Se a vida te dá um limão, faça uma limonada, uma caipirinha, tome com tequila, mas não jogue o limão no lixo. A vida não é contada em minutos ou conquistas e sim em momentos. Ou até mesmo ciladas. Ninguém sai perdendo, pois “viajar é a única coisa que você compra e fica mais rico”.

Tem muita gente expert em viagens. Ah, eu conheço o melhor restaurante de Paris/Londres bla bla blá. Mas a arte de viajar na verdade não é isso. Não é encontrar o melhor restaurante, bar, café, brownie, carne, waffle. A arte de viajar é enxergar o que há por trás de rabiscos. A arte de viajar é se perder em ruelas e becos que ninguém mais entra e se inspirar por um cenário que pode parecer rotineiro. A arte de viajar é encontrar o belo que se esconde no comum. É tirar fotografias com olhos, corpo, mente, alma e em outros ângulos.

A arte de viajar é encontrar o melhor de você em você mesmo.

Viajar é escapar do óbvio.
Viajando encontramos mini paraísos onde menos esperamos.
Viajar é levar uma vida menos mimimi. Viajar aumenta nossa compaixão, seja com os velhinhos, com os estranhos perdidos que pedem por direções, pela natureza, pelo nosso país e seus habitantes. Nos tornamos pessoas melhores tanto porque aprendemos mais sobre nós mesmos quanto porque compreendemos as limitações e capacidades do outro. Passamos a amar mais e amar de verdade. Amar nossa cultura, nosso idioma, amar as diferenças, amar a nós mesmos e quem está longe. Amamos até ter cada vez mais saudades, e a ter mais dias de viagem e de aventuras. Amamos muito mais a comida caseira de nossos pais ou o macarrão esquisito dos nossos irmãos. Ah, suco de maracujá, coxinha, requeijão. Nosso travesseiro se torna o melhor da Galáxia e vamos dar até um abraço nas panelas.

A vida tem mais valor. E coisas materiais, bom, a gente desapega rapidinho. Se nossa mala for extraviada – sim, vamos ficar chateados – mas as memórias estão todas guardadas, dobradinhas e embaladas seguramente dentro de nosso coração.

Não importa quantos euros você tem no bolso ainda ou quantos países você conheceu. O que importa são as infinitas experiências que tivemos e tocamos com outro olhar e alma aberta. Pequenos momentos, que podem parecer insignificantes, pessoas estranhas e sorrisos perdidos que nunca mais iremos ver, mas que de uma maneira ou de outra, causaram um impacto na gente. E com pequenos tijolos construíram o sentido e a direção de nossa vida, mesmo que só por uma época. É isso que dá dignidade à nossa existência.