Qual a melhor forma de levar dinheiro para o exterior?

Dicas de como levar, mandar ou receber dinheiro no exterior

Algumas dicas de como levar, mandar ou receber dinheiro no exterior que te ajudam  a economizar uma boa quantia em reais, e portanto gastar mais em dólar, euro, libra, peso, etc hehehe Continue Lendo “Qual a melhor forma de levar dinheiro para o exterior?”

Como não ser um turista babaca

Dizem que você se torna apenas um londrino completo no momento que bufa “bloody tourists!” pela primeira vez

Morando numa cidade extremamente turística como Londres, turistas fazem parte do meu dia a dia (e às vezes da minha casa quando alugamos pelo Airbnb).
É legal conhecer gente do mundo todo, conhecer um tico de cada cultura, se misturar nessa multidão com milhares de faces e vozes com diversos sotaques no metrô e pelas ruas. Menos por Leceister Square. Leceister Square é o pseudo inferno turístico. Não que eu não goste dessa área, mas parece que a estupidez turística se acumula toda aqui. Um turista em Londres é normal até entrar na tão superestimada loja de M&M’s, tirar foto de lixo, parar no meio da escada na entrada do metrô para arramar o tênis (mas que vontade de chutar um ser desses). Não consigo entender por que algumas pessoas preferem gastar 8 libras no mesmo chocolate que podem comprar no Sainsbury’s por apenas uma libra. Existem outras coisas irritantes em Londres e você descobre quais são aqui.
reproducaoleicester-square
Eu não estou escrevendo aqui para te dar dicas de como economizar em Leceister Square – afinal, não tem como. O problema é que dão muito valor à uma experiência de visitar uma loja cara e sem graça, comer em restaurantes turísticos também caros, mas sem qualidade (e depois reclamam que Londres é cara e a comida é ruim). Mas o meu maior problema com turistas seja em Londres ou outras cidades é a babaquice. E existem vários tipos de babaquices.
O turista despreparado
Não existe nada pior do que ser o turista sem noção que veio para uma cidade e não sabe absolutamente nada sobre. Não precisa chegar sabendo tudo da cidade, mas é importante planejar e se programar para não voltar para casa arrependido. Pesquise o básico e você estará se poupando de vexames e gastos desnecessários.
O pacote básico inclui:
Saber como falar Olá, Bom dia, Boa Tarde, Obrigado, Por Favor, Desculpe, Licença na língua nativa do país
Se você está no budget, pesquise locais baratos para comer e atrações gratuitas, bastar apenas digitar no Google
Descubra como se locomover na cidade. Se não for pegar o transporte público e optar por taxis, cuidado. Muitos dão golpe em turistas.
Uma vez conheci um casal italiano que esqueceu de trazer o endereço de onde iam ficar. Manodocéu, isso é a primeira coisa que você deve lembrar, queridxs!
MrBean
O turista mal educado

Ser um turista mal educado não significa não falar o pacote básico de uma língua. Você pode falar inglês fluente e ser um puta grosso. Respeite que não é seu país, você é apenas um visitante, plebeu. Deixe as pessoas saírem do trem antes de entrar. Se a língua nativa é muito difícil, fale obrigado na sua língua mesmo, educação é universal. Não jogue lixo nas ruas. Não mije na calçada. Em outras palavras, não seja um Ryan Lochte da vida. E por favor, dê a porra da descarga.

O turista fotógrafo profissional

Quantas mil vezes já vi turistas que gastaram uma nota em câmeras extravagantes mas nem sabem tirar uma foto maneira. Ou então, tiram foto de qualquer coisa toda hora pelo celular. Não passe sua viagem inteira pela telinha da câmera. A viagem não é a quantidade de “likes” no Instagram ou Facebook sobre sua aventura ostentação. Viva, experiente, só assim você vai viajar de verdade. As memórias de suas experiências, ciladas e risadas serão melhores na cabeça do que no feice. Parem de clicar cada segundo de suas vidas. Você não precisa compartilhar a foto do seu prato para ter aprovação na sociedade.
reproducao/weloversize
O turista francês
Nada contra franceses, tenho até amigos que são. Hehehe.
Coloquei esse nome baseado nos milhares de franceses que conheci (ai, estereótipo, ui generalização). Mas certos comportamentos não são exclusivos de franceses.
Além de serem extremamente mal educados, fazem cara de cu para qualquer coisa se não for do jeito deles. Demandam atenção, entre outras coisas porque na cabeça deles estão pagando. Parecem que tão meio mortos por dentro. Reclamam de tudo – culpam até o hotel se estiver calor demais ou frio pra caramba. Não usam a cabeça para coisas bem simples, como por exemplo descobrir como abrir a janela. Projetam seus problemas pessoais na viagem. No restaurante ou na padaria, tratam os atendentes como se fossem lixo.

Se são um casal, brigam entre si e culpam um ao outro que a viagem não foi tão legal como esperavam. Ao invés de mudar de atitude, mudam de destino na próxima viagem. Já que ninguém deu muitos “likes” nas fotos do Instagram e também são turistas despreparados (se perdem, gastam todo o dinheiro, não sabem o que fazer na cidade), a diversão se torna encontrar defeitos na acomodação, na cidade, nos habitantes.

O turista impulsivo

O turista impulsivo é aquele que vê qualquer porcaria e quer comprar. Sacoleiro, compra 15 camisetas da Hollister. Come 83 bolinhos que nunca experimentou. Aí, na primeira semana já gastou o dinheiro de um mês de viagem. Dica: Calcule uma média de quanto pode gastar por dia. Economize bastante no começo e só no final gaste mais. Dicas para economizar em Londres você encontra aqui e aqui.
cher

O turista pão com ovo
O turista pão com ovo é aquele bem farofeiro, que leva comida fedida no trem pra economizar. Toda hora que vai no restaurante, na bilheteria do museu, na loja de roupas calcula o preço em reais. Ele te empresta 25 centavos e te cobra 6 meses depois. É mão de vaca e deselegante. Pode ser também uma mutação do turista impulsivo pós riqueza. Gastou 9 mil reais na passagem de classe executiva, mas não quer gastar mais um tostão.

Lembre-se da lei: quem converte, não se diverte. E se você quer viajar e não quer gastar, melhor ficar em casa.

 

O turista realeza
É aquele turista que sai de casa, mas quer o mesmo conforto e vantagens do seu país (sem gastar muito ou sair da zona de conforto). Aquele que quer serviço concierge alugando uma quarto barato pelo Airbnb, indo de classe econômica ou até mesmo visitando países “exóticos”.
Inspirado nos britânicos, esse tipinho acha que seu país e cultura são superiores. Olha só sobre o que eles reclamam:
Os taxistas são todos espanhóis! – Férias na Espanha
Ninguém nos avisou que haveria tantos estrangeiros no resort!
O chá não era da marca que eu gosto
Argh! O café da manhã era tipicamente italiano! – Férias em Roma
Havia muita comida, engordei 5 quilos durante a viagem – Férias em hotel com pensão completa
Fiquei enojado em saber que a maioria dos restaurantes só serviam curry – Férias em Goa, Índia
Deveriam treinar os animais no zoológico a sorrirem, eles parecem muito tristes.
Não haviam placas da rua com o nome em Inglês
Não importa o quão incrível tenha sido a viagem – e quantas pessoas pobres e humildes gostariam de ter o mesmo privilégio –, fazer críticas negativas sempre lhes dá um prazer maior. “As praias de Portugal são lindas, mas… a areia está por todo lugar”. Melhor mesmo são as praias da Inglaterra, né, querida, água gelada e pedras.
Se você é um tipinho turista inglês, fique em casa. É melhor do que sair da sua bolha. O mundo agradece.

Essas pessoas, não sejam essas pessoas. Seja um viajante.

Leia mais sobre a importância de viajar aqui
Se você sabe muito bem já como é importante e vive só pra viajar, leia esse post aqui e planeje sua próxima aventura.

Reprodução

Como sobreviver sem coxinha em Londres

Será que rola sobreviver com essa comida sem alma e sem amor em Londres?

A resposta é óbvia: não dá. A não ser que você cometa heresia e não goste de coxinha, guaraná, suco natural de maracujá, brigadeiro e afins, é de boa. Mas acredito que ninguém – brasileiro ou gringo que descobriu o lado bom da vida – chegue a esse nível elevado de psicopata.

Ostentação

Meu corpo ainda está se adaptando à comida meio sem vida, meio sem gosto, meio sem alma de Londres. O que me faz ter força para viver é que estou pertinho da Itália e da Espanha, uns dos poucos países europeus que a gastronomia é sagrada.  Lá, eles não engolem a comida ou comem só por comer. Ou almoçam uma gororoba super nojenta e fedida no metrô. Sim, estou julgando os londrinos. Não sei como eles sobrevivem tantos anos atacando o estômago com porcaria. Para alguns deles, qualquer coisa é comida. Jantam bala ou sorvete, almoçam alguma coisa cheia de molho só pra dar gosto e às vezes comem arroz sem nada no café da manhã. Eu que sou estranha de desejar pão francês fresquinho. Sem contar que eles acham que pizza de verdade tem que ter carne e não queijo (!!!) e ser destruída com molho barbecue. Isso dói, sabe. Chega a ser desesperador ver o que eles fazem com as pobres e inocentes pizzas. Pior do que os cariocas que colocam ketchup e maionese xD

Mas sim, tem restaurantes bons em Londres. O problema é que tudo aqui parece que falta alguma coisa. Um temperinho, um ziriguidum. Ao invés de cebola, alho, salsinha ou o que for, tacam pimenta. Em tudo, literalmente. Frango com pimenta, batata frita com pimenta, salada com pimenta, hambúrguer com pimenta. Não que eu não goste de pimenta. Mas parça, vamos com calma.

Jamie Oliver, Gordon Ramsay e a Nigella são grandes chefs e a fama da culinária inglesa está mudando de uns tempos pra cá. Além disso, Londres é a capital do mundo, você encontra gastronomia do planeta inteiro aqui. O problema nem é esse. O problema é onde encontrar comidinhas que faz nos lembrarmos do nosso lar doidão, o Brasil. Não vá com muitas expectativas, meu jovem. Nem o arroz aqui é igual ao que tem no Brasil. E não, não tem requeijão, catupiry e não é tão fácil achar leite condensado.

Brazilian Centre, Seven Sisters
Abre todos os dias das 9h às 20h. Domingo fecha às 17h. 673 Seven Sisters Road

Brasileiro tem em todo canto, então não é nenhuma surpresa ou dificuldade extrema encontrar lojinhas e mercadinhos por aí. Um dos que tem melhor e maior variedade, fica em Seven Sisters (praticamente do lado da estação do metrô de mesmo nome, linha Victoria). Lá tem Guaraná, pão de queijo, aquela pipoquinha doce e vagabunda que a gente ama e mais milhares de coisas, inclusive um açougueiro.

Para os coxinhas lovers, o Cantinho da Maya é o lugar certo pra ir em Bermondsey (250 Jamaica Road). A dona é uma brasileira e um caribenho gente fina que fala português muito bem. Além de coxinha, o lugar oferece outros salgados, suco em polpa, açaí, feijoada, sanduíches, brigadeiro, pamonha, pastel e outros produtos brasileiros. Tem até uma prateleira com livros em português.

Aproveite que você está aí perto e vá dá uma olhada no supermercado Tesco que tem uma prateleira só com alimentos brasileiros, incluindo café (estação Canada Water, Jubilee Line).

Loja brazuca
Cantinho da Maya

Agora, pra quem ama carne, má notícia. É quase impossível encontrar picanha – ou pelo menos carne boa que não custe cerca de 60 reais uns dois filetzinhos. Mas existe restaurantes brasileiros e melhor, churrascarias! A melhor é a Rodízio Preto (http://rodiziopreto.co.uk), fui algumas vezes e está aprovada. Claro, não é igual no Brasil, mas quebra o galho! Se você tiver sorte, às vezes até servem coxinha no buffet. Porém, o preço não é dos mais amigos e pode custar até £30 um jantar por pessoa. Esqueça as sobremesas, não valem a pena, principalmente o quindim que mal tem gosto ou aparência de quindim. Cuidado também que tem vários outros restaurantes brasileiros que não têm boa fama (Brazil by Kilo e Rodízio Rico – já me contaram até que estavam servindo carne estragada no Rodízio Rico, pelo menos é o que disseram) e também tem outros que se dizem brasileiros, mas são portugueses ou argentinos ou alguma outra coisa. É engraçado ver alguns outros restaurantes falarem que servem comida típica brasileira e quando você olha o cardápio aquilo é tudo, menos comida brasileira. Fica enganando as bicha gringa, fica…

Há muitos outros lugares brazucas em Londres, principalmente em Queensway. Mas esses são alguns dos tops que eu já fui e recomendo. Vai te custar boas libras e talvez um rim, mas não converta. Talvez não dê para enganar seu estômago, mas dá para dar um truque no coração. E enquanto isso, vamos empurrando a vida londrina com a barriga.

Reclamar é coisa de brasileiro?

Nossa, como brasileiro adora reclamar da vida. Nada tá bom. Nunca.

Mas isso é maravilhoso. Imagina tudo ser bom? Não poder reclamar de nadinha? Seria extremamente frustrante e nada enriquecedor.

Nada é perfeito. Obviamente, temos que ser gratos pelas coisas que já conquistamos na vida. Ver o lado positivo, atrair o melhor. Mas reclamar é bom. É ver o que não está 100% e querer sempre caminhar pra frente ao invés de ficar parado.

É, é verdade que brasileiro é acomodado. Mas um acomodado reclamão. Gosta de se queixar do que não lhe agrada, mas sentado. Pelo menos ele sabe que nem tudo está bem. Podemos levar vidas mascaradas, ser falso no dia a dia com os chatos e malas por aí. Mas é pior quando as pessoas mascaram seus próprios sentimentos e são falsas com elas mesmas. Andam pela vida sorrateiramente, enganando-se que tudo está bem. Eu vejo nos rostos de quem mora aqui. Elas não querem nem pensar em reclamar. É melhor aceitar e deixar lacunas em seu sonhos, deixar sempre faltando alguma coisa, que não sabem direito o que é. Não sabem por que, como ou de onde veio esse vazio, como se estivessem presas ou emperradas, tornando-se indiferentes à tudo ao seu redor.

Ver o que não está legal nos mostra versões de vidas e opções de poder mudar. Pra enxergar as imperfeições, temos que colocar as lentes de alta resolução da queixa.

A vida é incrível, mas pra conquistar esses momentos que se encaixam em nossa existência, não podemos ser pouco. Não podemos aceitar migalhas e restos – para construir, temos que desconstruir. A vida tem muito a oferecer para ficar estagnado num mundo perfeito. Temos que pedir mais para ser mais. É necessário ver além, saber o que não presta, saber o que nos incomoda, o que nos deixa infeliz, o que nos deixa putos da vida. Temos que reivindicar, solicitar, pedir, requerer, desaprovar, protestar, demandar. Porque o tempo todo querem algo de nós, sugando um pouco de nossa felicidade, explorando um tico de nossa alma, esmagando nossas esperanças. Se o mundo quer tanto de nós, nós também queremos algo do mundo.

E vamos reclamar do que for. Reclamar nos identifica como brasileiros, como humanos. Passar os olhos pela vida como uma vitrine e não ver que o vidro está embaçado simplesmente não faz parte de nós – ou pelo menos não deveria. Reclamamos sentados ou de pé para nosso coração não ficar de ponta-cabeça, para nossa jornada pelo mundo não ser murcha. Claro, não é para nos tornarmos insuportáveis e relatar simplesmente tudo o que está errado. O ponto é reclamar o que falta para então nós nos preenchermos com uma vida mais viva. Que essas críticas que apontamos no mundo enriqueça nossos sorrisos marotos. Afinal, é sempre melhor ser um reclamão do que aceitar uma vida sem perspectivas, vazia e oca. Exigindo um pouco mais, podemos ingerir um pedacinho a mais da vida.

10 coisas importantes que eu aprendi viajando

1) Tempo não é dinheiro

Claro, quando você está viajando não pode perder tempo, porque perde dinheiro. Aquela grana toda que você investiu na passagem, seguro, euro, libra, dólar, peso. Fora a hospedagem e a fatura do cartão de crédito. Mas quando você chega no seu destino, não há dinheiro que pague. Todo aquele tempo economizando, esperando, aguardando, cheio de ansiedade é deixado pra trás. E tudo o que você experienciou na viagem, as pessoas que conheceu, o mergulho na culturas, as ruas erradas que entrou mas que descobriu uma loja incrível, os becos sem saída – vão valer cada centavo do juros do cheque especial. Minutos tornarão-se momentos e logo memórias inesquecíveis.

2)  Dizer menos NÃO

Eu não me achava uma pessoa resistente até descobrir que eu poderia ser muito mais aberta às oportunidades que o universo nos dá. Parece brega, mas é verdade. Primeiro de tudo, qual a chance de você estar no mesmo lugar de novo? Não estou falando nem pelo preço da passagem ou a jornada de 10, 12 horas de voo. Mas aquele exato segundo pode ser a única chance que você vai ter, então é melhor não deixar nada pra amanhã. Sabe como é, vai que…, né?
E todos os meus SIM me trouxeram coisas realmente extraordinárias durante minhas viagens. E trago isso como bagagem de mão durante meu dia a dia também.

3) Ser brasileiro é too cool for school e o Brasil é o melhor lugar do mundo

Faz um tempo que turista brasileiro era turista meio bandido. Xenofobia, bullying contra os brazucas. Mas agora temos o poder do consumo, então todo mundo trata a gente bem melhor, que nem Rainha. E mesmo que não seja pra comprar nada, o mundo ama o Brasil. A gente é alegre, hospitaleiro, simpático e mais humano. Não tem povo mais maneiro do que nós.
E isso me fez pensar que nosso país não é tão ruim assim. Falamos mal, mas no fundo sabemos que é o melhor lugar pra se viver e que a comida aqui é incomparável. Mesmo com os defeitos, impostos, corrupção, violência, pessoas mal educadas, péssima condições de saúde, educação e transporte, entre outras coisas terríveis; o Brasil ainda tem ziriguidum.
E a gente ama essa merda, hahaha. E com orgulho.

4) Autoconfiança

Viajar sozinho é outra coisa.
Eu tinha essa auto estima meio baixa.
Mas eu reparei que é bem coisa de brasileiro, a gente tem isso de não acreditar muito no potencial, de achar que a grama do vizinho é sempre mais verde. Parece até que temos medo de conseguir que dê certo.

Mas é o que temos para hoje. Falar com estranhos, sair com amigos que você conheceu nos últimos 15 minutos, arriscar o idioma local, chegar a tempo do trem, carregar sua mala na escada do metrô, convencer a imigração que você não é um terrorista, se aventurar e se perder faz com que nós tenhamos mais fé em nós mesmos. Coloca a gente em situações extremas, desafia nosso corpo e alma e no final do dia, somos pessoas melhores porque acreditamos que conseguiríamos e conseguimos atravessar oceanos e montanhas.

5) Leve menos roupa e mais dinheiro

Pode parecer óbvio, afinal todo livro e revista de turismo dá essa dica. Mas mesmo tirando metade do que pretendo levar de roupas, às vezes levo até menos, não sobra espaço na mala depois. E sem falsa modéstia, mas eu sou craque em arrumar mala. Só não tão craque em me conter e não comprar. Portanto, leve o dobro do dinheiro que você pensou em levar. Sempre tem aqueles imprevistos e aquelas lembrançinhas.

enhanced-buzz-9503-1357846011-0

6) Planejar e Improvisar

Outra coisa que é sempre bom planejar é o roteiro. Se organizar é a melhor coisa e evita transtornos. Mas caso acontece imprevistos, é bom ter um plano B ou pensar rápido e improvisar. Lembre-se que assim você não perde tempo nem a cabeça.

E caso você exceda a franquia de bagagem, vai ter que se virar nos trinta.
Eu já tive que jogar blusa de lã no lixo. I regret nothing.

7) Ter menos medo e menos preguiça

Não é só enfrentando o medo que a gente se livra dele. Temos que matá-lo. Nem que seja um inseto nojento. Aniquile esse medo de seja-o-que-for. O medo trava a gente, bloqueia, atrai energia negativa e pior, afasta oportunidades (Lembra do item 2?). O medo diz não à vida. Aliás, ter preguiça, querer ficar sentando em hotel porque tá cansadinho ou dormir até o meio dia, é perda de dinheiro e tempo. Esqueça que você está cansado. Durma no Brasil, meu filho.

Todo mundo tem medo do desconhecido, de fazer loucuras. Ou preguiça mesmo disso tudo. Em viagem, ninguém tem orgulho. Se não der certo, pelo menos você tentou. Mesmo de volta pro Brasil, às vezes eu tinha preguiça 1) porque tá muito calor 2)porque tá chovendo 3)porque eu não to muito afim de ir. Mas acaba que agora eu vou. Eu simplesmente vou onde o vento me chama pra ir. No fim, não me arrependo porque meu dia acaba se tornando muito melhor e mais produtivo. Parece que quando você se mostra mais disposto pro mundo, o mundo sorri de volta e fica mais disposto e abundante com você.

Ter menos medo e menos preguiça das coisas é ter mais coragem de viver as coisas boas que a vida oferece.

8) Dar mais valor à vida

Se a gente já dava valor a nossa vida antes, depois que começamos a viajar pelo mundo vamos valorizar ainda mais. Primeiro, pela nossa saúde. Por ter pernas pra caminhar por horas, olhos para poder enxergar o fantástico à nossa frente. Por ter a oportunidade não só de viajar, mas de ter uma vida razoavelmente boa num país como o Brasil. Na África, por exemplo, não só há escassez de água e alimentos, mas de vida. Não apenas pela baixa expectativa, mas porque não há fartura de nada, nem de ter o que fazer. Aliás, nem precisa ir tão longe. Muitas cidades brasileiras são pobres, infelizmente. E outras não são pobres, mas são um tédio. E por isso os habitantes possuem poucas perspectivas de vida, planos, sonhos. Sempre o mesmo do mesmo.  Por isso, somos privilegiados e além de dar mais valor ao que temos, seja pouco ou seja muito, é de extrema importância nos sentirmos gratos. A gratidão é um dos melhores feelings que existe. Você já reparou que a sensação de agradecer é muito melhor do que a de pedir?

9) Viajar não é turismo, é um estilo de vida.

Não precisa ser mochileiro ou pé sujo pra adquirir esse estilo de vida, não. Não importa se você fica em hostel ou hotel cinco estrelas. O que importa é o quão aberto pra uma nova cultura você está. Cada país tem seu cheiro, suas texturas, suas maneiras de viver, suas regras, suas manias, sua língua, seus personagens. Experimente tudo isso, experimente o mundo, experimente a vida.

10) Viajar é bom, mas voltar pra casa é melhor ainda

Lar doce lar. Nada melhor do que papai, mamãe, os amigos da infância, seu travesseiro, seu banheiro, suas panelas, seu bairro, seu vizinho esquisito, apertar seu cachorro nazista, cozinha e suco de maracujá.

E nada como já começar a planejar a próxima viagem.