As coisinhas que você encomenda para quem vai viajar

Precisamos falar hoje sobre um assunto que já aconteceu comigo, com você, com todo mundo que já foi viajar para um lugar estranho: as encomendazinhas internacionais.

Eu não entendo por que muita gente que mal conheço, me considera pacas quando vou viajar. Parece que somos best friends forever ou que até devo algo à essas pessoas. Na verdade, entendo sim. Entendo que são folgadas ou sem noção. Ou os dois. Nem sempre a pessoa faz por mal, pode ser que ela não entenda o processo de viajar, parar para comprar seja o que for que ela tenha pedido e trazer de volta. Não é tão simples quanto parece. Claro que temos aquele seu amigo que você até implora e oferece centenas de vezes se ele quer alguma coisa de fora, mas ele não quer incomodar jamais. Sério, nem minha mãe faz encomendas.

Morando fora é pior ainda, afinal você tem acesso aos tesouros gringos 24 horas. Basta ir ao correio e PLIM, tudo certo. Você já parou pra pensar o quão inconveniente é pedir pra te trazer “uma coisinha”? E você aí também, larga a mão de ser trouxa e perder tempo precioso da sua viagem procurando presentinhos. Tá loucaaaaaa, amiga?! Antipática é a pessoa que cobra isso de você.

Tem gente que não se manca e tem gente que não consegue dizer não. Por isso acho válida a leitura do manual da Fernanda Souza no blog Preciso Viajar. É bem bacana e pode te ajudar a decidir se vale a pena aceitar a encomenda de certas pessoas.

É bom saber que quando alguém vai viajar, ela investiu tempo e dinheiro nesse sonho. Quando se viaja, não dá para parar e ficar procurando o produto ou pesquisando o melhor preço. Viajar milhares de quilomêtros e gastar muito dinheiro com hotel, seguro e passagem para depois perder tempo com aquela pessoa que só lembra de você quando vai viajar? Cai na real. É complicado abdicar esse tempo que você poderia estar aproveitando no destino. Trazer uma bolsinha, um perfuminho, um cdzinho, um bonequinho pode ser um verdadeiro transtorno na sua viagem. Pense mais do que duas vezes.

Reprodução

Mesmo que seja permitida uma maior franquia de bagagem à certos destinos internacionais para brasileiros, colocar um guarda-chuvinha ou um playstationzinho na mala de volta pode ser uma missão daquelas. Nós também temos nossas próprias comprinhas, presentes para membros da nossa família e nossas roupas, né? Isso sem incluir os casacos que ocupam quase 100% da mala – lembrando que mesmo com a exata quantidade de itens na ida, sempre parece ter menos espaço na volta. Espaço na mala é extremamente calculado. Um item por menos que seja pode causar nosso excesso de bagagem, e quem vai pagar por isso? Acredite, há uma fila de outras pessoas querendo fazer encomendas internacionais com seu brother. Imagina a dor de cabeça e no bolso ter que satisfazer à todos?

Pedir pela internet pode ser mais prático, assim evita calotes e prejuízos. Mas há hotéis que cobram para receber o pacote – ou nem se quer recebem. Ficar de olho para ver quando o pedido do coleguinha vai chegar e o receio de atrasar não é também a coisa mais agradável da política das encomendas. Oferecer dinheiro antes pode não ser suficiente, principalmente aqueles que dão em reais. Pagar depois é a pior coisa que alguém pode sugerir. Cartão de crédito tem limite e a taxa do dólar oscila. Dinheiro vivo é contado e nossa moeda é desvalorizada em grande parte do mundo. Já não dá para levar tanta grana assim e ainda alguém vai comprometer libras ou euros que podem faltar na hora de pagar transporte ou uma refeição. Sim, quem viaja come, não só vai para as lojas comprar 24h. E a comida não é barata.

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Além de tempo, espaço e a chatice, há a cota que não pode ser ultrapassada. Para não ser o chatão, pesquise antes e tenha certeza que não vai incomodar o viajante. Ou melhor, não peça nada e deixe de ser materialista, heheh. Você não vai deixar de viver por falta de um batonzinho. Tente entender que ninguém tem obrigação nenhuma de comprar um eletrônico só porque está indo para os Estados Unidos ou nem mesmo um souvenir de Paris. Essa pessoa trabalhou arduamente e também quer realizar seus sonhos de consumos na gringa.

Não sou contras as encomendas, tudo bem pedir uma coisinha. Mas eu sou favor da educação e do bom senso. Quem mora fora do país também recebe essas encomendas, e às vezes produtos bem mais caros. Tem que ter muito amor e paciência para ir até o correio, enfrentar a maior fila para enviar – e pegar o envio. Numa visita ao Brasil também não rola de trazer 15 tipos de papel de carta, dois celulares e ursinhos de pelúcia para sua coleção.  Melhor você economizar para fazer sua própria viagem, cara. Não temos nenhuma obrigação só porque estamos saindo de férias e você não. Desculpe. Sorry not sorry.

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Se você acha que quem nega suas coisinhas está sendo metido ou radical, afinal você só quer uma caneta, reflita: você é amigo dessa pessoa? você perguntou se ela está bem?
Não seja pentelho ou inconveniente, por favor, querido.

Muitos pedintes não têm tato e são sem limites. Já ouvi muito pedido bizarro  por aí. Alguns deles:

  • Boia de Jet Ski
  • Cafeteira da Ikea (?)
  • 16 camisetas e 10 calças jeans (da mesma pessoa)
  • enxoval inteiro de bebê
  • Um hoverboard. “Se der traz três”.
  • impressora
  • raquetes de squash
  • pratos de bateria
  • vaso de sanitário

 

Para quem viaja: Não tenha medo ou remorso de dizer que não aceita encomendas. Não se preocupe com os outros, se preocupe em aproveitar suas aventuras. Traga lembrancinhas para quem realmente importa (se o dinheiro der). Curta suas férias!

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