A idade chega. Sabe como é. Sentimos dor nas costas e nos setimos mais ranzinzas, mais rabugentos. Passamos a reclamar por hobby. Reclamamos do que elavador que demora, do trânsito, do copo sujo no restaurante, dos impostos, da fatura do celular, dos nossos irmãos preguiçosos, do céu aveludado sem estrelas. Isso quando temos uns dois, três minutos para olhar pro céu. Reclamamos das rugas que ainda nem rabiscaram nossa face. Reclamamos que nossos amigos só reclamam e reclamamos de nós menos para o espelho ou amigos imaginários. Porque reclamar faz parte de ser adulto.

Subir três andares de escada cansa demais. Balada até no máximo 3 horas da manhã e olhe lá. Sem paciência para joguinhos amorosos, aquelas babaquices fofas de conquistas e paixão. Lá pelos nossos vinte e poucos anos, já temos o minímo de experiência e sabedoria para poder dizer que o amor custa caro e que pagar a prestação não vale a pena por causa dos juros elevados.

Ter vinte e poucos anos pesa mais do que noventa quilos. Carregamos no bolso aquelas exigências asmáticas, as outras responsabilidades loucas, os sonhos apagados e os meros planos de finais de semana que ficaram meio tortos.

Os dias se tornaram mais curtos. Não temos mais o dia todo para brincar ou nem mesmo para desperdiçar nossa adolescência encalhada e estranha. Tempo é dinheiro. E passamos todo esse tempo, olhando para trás…

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